| Prêmio Ford ACEESP (Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo) de Melhor Web Rádio de 2010. |
Desde já agradeço pela entrevista.
Nome completo,idade,signo,frase.
Roberto Moutinho Costa, 25 anos, sou Taurino e geralmente uso algumas frases na minha vida que levo com devoção. Posso citar uma do “Poderoso Chefão”: “Um homem que não se dedica à família, nunca será um homem de verdade”. Sigo muito esse conselho...
Como foi o começo da sua carreira?
Comecei minha carreira em uma agência de notícias chamada RF7, que depois se tornaria GG12. O dono da agência era Reinaldo Gottino, apresentador da TV Record, e foi uma das pessoas que mais me ensinou o “ofício” de jornalista. Foi lá que eu aprendi quase tudo que um jornalista precisa saber: escrever, falar, entrevistar, editar, pensar, apresentar... Éramos uma equipe pequena, formada por seis profissionais, mas que fazíamos de tudo.
Quando cheguei lá absolutamente cru e despreparado, apenas para colocar notícias em sites. Depois aprendi a editar matérias em áudio, aprendi a entrevistar, aprendi a falar...errei muito, mas tinha grandes profissionais ao meu lado e aprendi muito com eles, tenho uma gratidão eterna por esse período. Há cada necessidade da equipe, uma tarefa a mais eu tinha que aprender.
Onde já trabalhou?
Na época da RF7/GG12 eu trabalhei com a Rádio Stock Car, Rádio Capital, programa de automobilismo na Rádio Record, programa de esportes Rádio USP. Além de sites como Chico Lang, Roxos e Doentes, Futebol Paulista (site oficial da Federação Paulista). Trabalhei na Futpress Assessoria de Imprensa, com diversos jogadores de futebol; fui assessor de imprensa do São Bernardo Futebol Clube. Fiz jogos da várzea para o Várzea na TV, da TV Aberta. Onde tinha espaço.
Qual foi a fase mais difícil?
O momento mais difícil foi no final de 2008. Eu cobria Stock Car e estava em Interlagos quando morreu o piloto Rafael Sperafico. A informação oficial não vinha, mas todos nós que estávamos no autódromo já sabíamos de sua morte.
Na época eu era repórter do Record Esporte Motor, e por telefone entrei no ar. Houve uma cobrança para que eu falasse sobre a morte do Rafael, mas eu estava compenetrado em apenas falar, de fato, após a confirmação oficial. Ao todo foram uns cinco minutos de conversa e duas ligações telefônicas. Entrei no ar com o Juarez Soares e dei a notícia do acidente grave. Não confirmei a morte, apenas falei que era um acidente muito grave e que deixou a todos preocupados.
Dois minutos depois veio a confirmação oficial da morte do piloto, levei uma bronca por não ter dado a notícia da morte no ar. Porém, fui elogiado por um profissional do automobilismo, Betto Delboux, que muito respeito, por ter esperado para dar a informação. Minha preocupação na hora não era com a notícia ser verdadeira ou errada, porque sabíamos que ele tinha morrido. Era apenas respeitar que os parentes soubessem pelos familiares e não pela imprensa.
Naquela tarde eu repensei se gostaria mesmo de ser jornalista. E em uma conversa rápida com Galvão Bueno, percebi que deveria permanecer.
Como chegou a Web rádio Lusa?O momento mais difícil foi no final de 2008. Eu cobria Stock Car e estava em Interlagos quando morreu o piloto Rafael Sperafico. A informação oficial não vinha, mas todos nós que estávamos no autódromo já sabíamos de sua morte.
Na época eu era repórter do Record Esporte Motor, e por telefone entrei no ar. Houve uma cobrança para que eu falasse sobre a morte do Rafael, mas eu estava compenetrado em apenas falar, de fato, após a confirmação oficial. Ao todo foram uns cinco minutos de conversa e duas ligações telefônicas. Entrei no ar com o Juarez Soares e dei a notícia do acidente grave. Não confirmei a morte, apenas falei que era um acidente muito grave e que deixou a todos preocupados.
Dois minutos depois veio a confirmação oficial da morte do piloto, levei uma bronca por não ter dado a notícia da morte no ar. Porém, fui elogiado por um profissional do automobilismo, Betto Delboux, que muito respeito, por ter esperado para dar a informação. Minha preocupação na hora não era com a notícia ser verdadeira ou errada, porque sabíamos que ele tinha morrido. Era apenas respeitar que os parentes soubessem pelos familiares e não pela imprensa.
Naquela tarde eu repensei se gostaria mesmo de ser jornalista. E em uma conversa rápida com Galvão Bueno, percebi que deveria permanecer.
Conheci a turma da Web Rádio logo no começo do projeto, na época em que eu estava na agência GG12 de notícias. Na ocasião houve um primeiro convite para eu ingressar na equipe, mas não pude aceitar devido ao meu trabalho do momento. Questão de alguns meses depois estava desempregado, o Guilherme Assumpção e o André Nery (chefes da Web Rádio Lusa) ratificaram o convite e eu pude, finalmente, fazer parte da equipe. Estreei em 22 de junho de 2008, em um Botafogo 0x1 Portuguesa.
Qual é a sensação de narrar ou comentar em um jogo da Lusa?Cada jogo tem ou teve sua sensação. O primeiro jogo, contra o Botafogo, foi tensão pura; o primeiro clássico, a primeira derrota, o jogo contra o rebaixamento, o jogo pelo acesso. Mas, de modo geral, já com três anos de experiência, posso dizer que minha sensação é de nervosismo e ansiedade. Fico muito ansioso para a transmissão começar logo e dessa forma eu passo a ficar nervoso; quero que tudo ocorra bem, com a Lusa no campo e com a transmissão na cabina. Hoje, infelizmente, o profissionalismo fica acima da paixão clubística...não recomendo, é muito melhor ser torcedor e ir ao estádio apenas para gritar, xingar e vibrar.
O que acha do time atual?
Fui um crítico do Jorginho quando ele chegou ao clube, tinha sérias dúvidas quanto o que ele poderia trazer de novo à Portuguesa, já que ele não tinha muita experiência como treinador. Porém, fui positivamente surpreendido! Ele montou uma equipe vibrante e disposta a tudo para trazer a Lusa de volta à primeira divisão. Tecnicamente não é a melhor Portuguesa dos últimos anos, mas a consistência tática é invejável; os jogadores lutam o tempo todo pela vitória; esse time atual enche os olhos e de orgulho os torcedores.
Há jogadores formidáveis na equipe, como o Guilherme, jovem volante das categorias de base. É um primor de atleta, profissional, com muita qualidade no passe e na marcação. Marco Antônio é um meia de rara inteligência nessa Série B. Luis Ricardo tem se destacado demais na função de lateral, apesar de eu achar que ele ataca demais às vezes – sou um defensivista convicto. Isso sem contar os operários Ananias, Henrique, Cordeiro e Ferdinando. Porém, o diferencial será o Edno, não tenho dúvida alguma, pela qualidade, força e a vontade que ele está neste momento.
Qual foi o jogo que mais te marcou?
Profissionalmente foi Portuguesa 6x1 Paraná Clube, em 2010, pois foi a minha primeira partida como repórter de meta. Fiquei atrás do gol, minha estreia na posição e nunca me esqueço daquela sensação. O sonho de todo garoto que gosta de rádio esportivo, é ser repórter de meta...eu realizei.
Já no âmbito particular, foi Argentina e Grécia, Copa do Mundo de 1994. Foi o último gol do Maradona, um golaço, em que ele comemorou correndo para a câmera. Foi a imagem da Copa, na minha opinião.
Um ídolo?
O maior de todos e de onde tirei idéia para o meu nome profissional, é Don Vito Corleone, um personagem rico de ensinamentos, do livro “O Poderoso Chefão”, de Mario Puzo. No campo, meu ídolo maior é Don Diego Armando Maradona. Na profissão, não tenho ídolos, mas me espelho em muitos profissionais.
O que acha da torcida rubro verde?
Certamente uma das cinco mais apaixonadas do Brasil! Não gosto de escolher “a melhor” torcida, mas a rubro verde não deve em nada para Grêmio, Flamengo ou Corinthians. Tenho restrições apenas quando a torcida passa da arquibancada e vai para o vestiário. Vivi isso algumas vezes na Portuguesa e não gostei. Porém, no campo, é uma das poucas torcidas que é capaz de mudar a história de um jogo, como fez em 2009 contra o Guarani.
Na sua opinião o que pode ser mudado em relação ao time e a diretoria?
Time que está ganhando não se mexe! Porém, algumas questões ainda precisam ser mais profissionais na Portuguesa. O CT precisa ser modernizado, a diretoria de futebol precisa de um gerente para ajudar o Caio. E os segredos internos do clube, precisam ser mais internos, não gosto como as notícias vazam com facilidade lá de dentro.